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segunda-feira, 30 de maio de 2011

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Snujs, Sagat, Zills, Címbalos


Como uma apaixonada pela Cultura Àrabe, Egípcia, bem como a dança, em sua forma original "Raks Sharki" (Dança Oriental ou dança do Oriente), hoje conhecida como "Dança do Ventre" no Brasil, e "Belly Dance" nos EUA, sempre procuro me informar e estudar o assunto.
Embora começando um pouco tarde a praticar esta arte, já me considero totalmente envolvida pela mesma. Até comprei o DVD institucional da Ansuya - Learn finger cymbals, excelente por sinal.!
Um dos instrumentos que me fascinam são os snujs, também chamados de Sagat (árabe) ou Zills (inglês).
O snuj representa o elemento ar, diz-se que este instrumento de percussão, quando tocado, traz vibrações positivas e retira maus fluidos do ambiente, nesta afirmação já posso estabelecer uma conexão religiosa, pois na religião de matriz Africana temos alguns instrumentos que representam o ar utilizados para a mesma função;gosto de traçar paralelos.
O som dos Snujs servia para a invocação da Deusa Bastet, a deusa gata protetora das mulheres que cuidavam de crianças pequenas, e das dançarinas. Seu culto principal dava-se na cidade de Bubast, onde um grande templo, com imagens e múmias de gato em seu louvor. Uma vez por ano, nos Festivais suas sacerdotisas entravam numa barca que descia o rio Nilo e tocavam seus snujs, cantavam, batiam palmas e queimavam incensos.Nas margens, o povo ribeirinho era conclamado a assistir e participar no Festival da Deusa, carregando tochas, enquanto as sacerdotisas chamavam para testemunhar das dádivas da Deusa da Fecundidade, da Dança, da Reprodução, da Música, das Artes...Neste festival, na verdade, todas as Deusas protetoras das mulheres eram reverenciadas, sendo que Hator também era considerada divindade da música e da dança, tendo vários instrumentos musicais a representação desta deusa .No Marrocos, ao invés de dois pares de snujs para tocar o instrumento, utiliza-se um par numa mão e um só na outra.Países como a Grécia, a Turquia e a Índia, apesar de não serem de origem árabe, também ostentam a cultura dos snujs.

Os Snujes – convite à dança. (Por Vitor Abud Hiar)

Os snujes ou Sagat, também possuem uma grande importância na percussão árabe. Sua principal finalidade, além de alegrar e ostentar o ritmo, é o “convite à dança”. O som dos Snujes se consubstancia, como dissemos, emum convite, e penso deve ser utilizado sempre para esse propósito na música. Muitos comparam os Snujes com as Castanholas, porém, não vejo talcomparação com bons olhos justamente pela diferença técnica e sonora que há entre eles. Podemos elencar as principais finalidades dos Snujes na música: 1º - Convite à Dança 2º - Tornar o ritmo alegre e envolvente 3º - Ostentar o ritmo em determinadas frases.
Dança com Snujes:
Assim como o pandeiro, o snuje foi incorporado à dança, só que com maior frequência.
Segundo algumas fontes, era costume, no antigo Egito, algumas bailarinas estalarem os dedos para acompanhar o ritmo da música. Outra corrente diz que eram feitos dos restos de escudos dos soldados e isso trazia boa sorte.
Com o tempo esta prática acabou originando um pequeno instrumento de percussão metálico, colocado nos dedos (como castanholas) chamado de sagat ou snujes.
O snuje pode ser usado tanto pelo músico como pela bailarina, para acompanhar a música.
Sua prática requer grande habilidade e coordenação motora.
Os Snujs (Jorge Sabonji - Khan el Khalili)
Os snujs são címbalos de metal, em número de quatro, que são tocados milenarmente por bailarinas orientais, durante suas apresentações de dança.  Acredita-se que tenham mais de 5.000 anos.  São feitos de latão (bronze).  
Tenha em mente que a grande maioria dos snujs que existem no mercado hoje são aqueles vendidos "para turistas" no Oriente Médio a preços absurdamente baixos.  Não tem utilidade para shows.  Tem som de "latinha".  Mesmo o pequeninos.  O desconhecimento por parte de quem compra, faz com que sejam trazidos e vendidos normalmente no Brasil, por preços geralmente abusivos.  Como não sou partidário de produtos de baixa qualidade, desaconselho a compra. Exija sempre qualidade em tudo o que comprar.  O barato geralmente é descartável.  Veja sempre o acabamento.  Os furos devem ser exatamente no centro.  Você vai identificar pelo som.  Os bons, propagam pelo menos 10 a 12 segundos o "reverb" do agudo.  Evidentemente, depois de um tempo, também perdem o fio (a primeira camada circundante) e necessitam ser substituídos.  Se os snujs tiverem diferenças nas laterais ou furo fora do centro, recuse imediatamente.  Não faça nem uma apologia ou tentativa de filosofar sobre ele. Seria perda de tempo.   
O tamanho ideal para bailarinas, é o médio.  O grande, somente é aconselhável para quem toca para bailarina ou com conjunto/orquestra.  Os pequenos, são bonitinhos, mas inúteis.  Tem som infantil, daquelas canções de ninar.  Não tem nenhum glamour.  E bailarina, precisa ter glamour.
Segundo informações da Casa Árabe, loja em São Paulo de Tony Mouzayek, os snjus profissionais diferem-se dos amadores pelo tamanho (os muito pequenos são infantis e pelos furos: os de dois furos são profissionais e os de um furo  amadores).
O que me levou a toda essa pesquisa, foi a curiosidade entre o snuj profissional e o snuj amador. Os meus foram adquiridos na Casa Estilo Árabe (Tarek Omar e Giselle Bomentre). Bom  o fato é que eu detesto levar gato por lebre, e se compro alguma coisa com uma determinada classificação, então exijo que assim seja.
Muito educadamente, a Giselle Bomentre, proprietária da loja me enviou o esclarecimento que posto abaixo:

Olá Rita
bom dia
os snoujes profissionais são esses

os de iniciantes são esses

e ponto final,são trazidos do Egito e usados lá pelas bailarinas que trabalham,lá agora,
se você quer snujes de músico, que tem 15cm de diâmetro é outra coisa, mas daí não é de bailarina e direito do cliente:caso voce não tenha gostado, pode devolver,porque a procura por esse material é muito grande,  é só trazermos do Egito que acabam logo, agora mesmo não temos mais nenhum, e já tem várias pedindo,para a próxima,
att
Gisele
Evidentemente que existem ainda os mais profissionais do que estes, como os Saroyan Mastercrafts, loja on line pelo preço de U$S 70,00. Muito lindos por sinal.
Fica aí, uma breve pesquisa e minha leiga e humilde contribuição  sobre os címbalos!

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Orisà Esù

Como primeiro post da série que pretendo escrever aqui no Blog, não poderia deixar de inciar com o polêmico Orisà Esù, um dos mais antigos da Criação.
Como base para estes posts vou referenciar grandes nomes da literatura religiosa africana, bem como adicionar algo de minha vivência e aprendizado dentro do Candomblé.
1 texto sobre Esù - fonte livro Orixás - Pierre Fatumbi Verger.


Èsù na África 

Exu é um orixá ou um ebora de múltiplos e contraditórios aspectos, o que torna difícil defini-lo de maneira coerente. De caráter irascível, ele gosta de suscitar dissensões e disputas, de provocar acidentes e calamidades públicas e privadas. É astucioso, grosseiro, vaidoso, indecente, a tal ponto que os primeiros missionários, assustados com essas características, comparam-no ao diabo cristão, dele fazendo o símbolo de tudo o que é maldade, perversidade, abjeção, ódio, em oposição à bondade, à pureza, à elevação e ao amor de Deus. 
Entretanto, exu possui o seu lado bom e, se ele é tratado com consideração, reage favoravelmente, mostrando-se serviçal e prestativo. Se, pelo contrário, as pessoas se esquecerem de lhe oferecerem sacrifícios e oferendas, podem esperar todas as catástrofes Exu revela-se, talvez, dessa maneira o mais humano dos orixás, nem completamente mau, nem completamente bom. 
Ele tem as qualidades dos seus defeitos, pois é dinâmico e jovial, constituindo-se, assim, um orixá protetor, havendo mesmo pessoas na África que usam orgulhosamente nomes como Èsùbíyìí (concebido por Exu), ou (Exu merece ser adorado). 
Como personagem histórico, Exu teria sido um dos companheiros de Odùduà, quando da sua chegada a Ifé, e chamava-se Èsù Obasin. Tornou-se, mais tarde, um dos assistentes de  deOrunmilá, que preside a adivinhação pelo sistema de Ifá. Segundo Epega, Exu tornou-se rei Kêto sob o nome de Èsù Alákétu. 
É Exu que supervisiona as atividades do mercado do rei em cada cidade: o de Oyó é chamado Èsù Akesan. 
Como orixá, diz-se que ele veio ao mundo com um porrete, chamado ogò, que teria a propriedade de transporta-lo, em algumas horas, a centenas de quilômetros e de atrair, por um poder magnético, objetos situados a distâncias igualmente grandes. 
Exu é o guardião dos templos, das casas, das cidades e das pessoas. É também ele que serve de intermediário entre os homens e os deuses. Por essa razão é que nada se faz sem ele e sem que oferendas lhe sejam feitas, antes e qualquer outro orixá, para neutralizar suas tendências a provocar mal-entendidos entre os seres humanos e em suas relações com os deuses e, até mesmo, dos deuses entre si.
Exu teve numerosas brigas com os outros orixás, nem sempre saindo vencedor. Certas lendas nos contam seus sucessos e seus reveses nas suas relações com Oxalá, ao qual fez passar alguns maus momentos, em vingança por não haver recebido certas oferendas, quando Oxalá foi enviado por Olodumaré, o deus supremo, para criar o mundo. Exu provocou-lhe uma sede tão intensa que Oxalá bebeu vinho de palma em excesso, com conseqüências desastrosas, como veremos. Teremos oportunidade, também, de ver como exu foi responsável pelos transtornos de que o mesmo Oxalá foi objeto quando certa vez foi visitar Xangô. 
Por outro lado, em lendas publicadas numa outra obra, narra-se que houve uma disputa entre Exu e o Grande Orixá, para saber qual dos dois era o mais antigo e, em conseqüência, o mais respeitável. Oxalá provou sua superioridade durante um combate cheio de peripécias, ao fim do qual ele apoderou-se da cabacinha que encerra o poder de Exu e Obaluaê, foi este último que saiu igualmente vencedor. 
O lado malfazejo de Exu é evidenciado nas seguintes histórias: 
Uma delas, bastante conhecida e da qual existem numerosas variações, conta como ele semeou discórdia entre dois amigos que estavam trabalhando em campos vizinhos. Ele colocou um boné vermelho de um lado e branco do outro e passou ao longo de um caminho que separava os dois campos. Ao fim de alguns instantes, um dos amigos fez alusão a um homem de boné vermelho; o outro retrucou que o boné era branco e o primeiro voltou a insistir, mantendo a sua afirmação; o segundo permaneceu firme na retificação. Como ambos eram de boa fé, apegavam-se a seus pontos de vista, sustentando-os com ardor e, logo depois, com cólera. Acabaram lutando corpo a corpo e mataram-se um ao outro. 
Uma outra lenda mostra Exu mais maquiavélico ainda. Ele foi procurar uma rainha abandonada já há algum tempo por seu marido e lhe disse: "Traga-me alguns fios da barba do rei e corte-os com esta faca. Eu lhe farei um amuleto que lhe trará de volta o seu marido". Em seguida, Exu foi à casa do filho da rainha, que era o príncipe herdeiro.Este vivia numa residência situada fora dos limites do palácio do rei. O costume assim o determinava, a fim de prevenir toda tentativa de assassinato de um soberano por um príncipe impaciente por subir ao trono. "O rei vai partir para guerra", disse-lhe ele, e pede o seu comparecimento esta noite ao palácio, acompanhado de seus guerreiros. Finalmente, Exu foi ao rei e disse-lhe: A rainha, magoada pela sua frieza, deseja mata-lo para se vingar. Cuidado, esta noite. E a noite veio. O rei deitou-se, fingiu dormir e viu, logo depois, a rainha aproximar uma faça de sua garganta. O que ela queria era cortar um fio da barba do rei, mas ele julgou que ela desejava assassiná-lo. O rei desarmou-a e ambos lutaram, fazendo grande algazarra. O príncipe, que chegava ao palácio com seus guerreiros, escutou grito nos aposentos do rei e correu para lá. Vendo o rei com  uma faca na mão, o príncipe pensou que ele queria matar sua mãe. Por seu lado, o rei, ao ver o filho penetrar nos seus aposentos, no meio da noite, armado e seguido por seus guerreiros, acreditou que eles desejavam assassina-lo. Gritou por socorro. A sua guarda acudiu e houve então uma grande luta, seguida de massacre generalizado. 
Uma história mais simples mostra a atividade de Exu na vida cotidiana: uma mulher se encontra no mercado vendendo os seus produtos. Exu põe fogo na sua casa, ela corre para lá, abandonando seu negócio. A mulher chega tarde, a casa está queimada e, durante esse tempo, um ladrão levou as suas mercadorias. 
Nada disso teria acontecido – nem os amigos teriam brigado, nem o rei e o príncipe teriam se massacrado, nem a vendedora teria se arruinado – se tivessem feito a Exu as oferendas e os sacrifícios usuais. 
O lugar consagrado a Exu entre os iorubás é constituído de um pedaço de pedra porosa, chamada Yangi (laterita), ou por um montículo de terra grosseiramente modelado na forma humana, com olhos, nariz e boca assinalados com búzios, ou então ele é representado por uma estátua, enfeitada com fieiras de búzios, tendo em suas mãos pequenas cabaças (àdó), contendo os pós por ele utilizados em seus trabalhos. Seus cabelos são presos numa longa trança, que cai para trás e forma, em crina, uma crista para esconder a lâmina de faca que ele tem no alto do crânio. Isso, por sinal, é dito em uma de suas saudações: 

Sinso abè kò lóri erù
"A lâmina (sobre a cabeça) é afiada, ele não tem (pois) cabeça para carregar fardos".



A Exu são oferecidos bodes e galos, pretos de preferência, e prato cozidos em azeite-de-dendê (epo), porém nunca se lhe deve oferecer o óleo branco (adi), que é extraído das amêndoas contidas nos caroços do dendê. Este àdí tem a reputação de ser "cheio de violência e de cólera".
Os elégùn de Exu participam das cerimônias celebradas para os outros orixás.Alguns acompanham Xangô e trazem nas costas uma tralha curiosa, onde se encontram, em desordem, duas ou três estatuetas de Exu, fieiras de búzios, pentes, espelhos e as indispensáveis cabacinhas àdó, contendo os elementos de seu poder. Outros, chamados olúpòna, participam das cerimônias que se realizam a cada quatro dias, para Ogum, na região de Holi. No decorrer de suas danças, trazem sempre na mão um ògo, bastão de forma fálica.
Exu pode fazer coisas extraordinárias que se exprime nos seus oríkí, os louvores tradicionais:


"Exu faz o erro virar acerto e o acerto virar erro".
"É numa peneira que ele transporta o azeite que compra no mercado; e o azeite não escorre dessa estranha vasilha".
"Ele matou um pássaro ontem, com uma pedra que somente hoje atirou. Se ele se zanga, pisa nessa pedra e ela põe-se a sangrar".
"Aborrecido, ele senta-se na pele de uma formiga".
"Sentado, sua cabeça bate no teto; de pé, não atinge nem mesmo a altura do fogareiro.

Légba
Entre os fon do ex-Daomé, Èsù-Elégbára tem o nome de Légba. Ele é representado por um montículo de terra em forma de homem acocorado, ornado com um falo de tamanho respeitável. Esse detalhe deu motivo a observações escandalizadas, ou divertidas, de numerosos viajantes antigos e fizeram-no passar, erradamente, pelo deus da fornicação. Esse falo ereto nada mais é do que a afirmação de seu caráter truculento, atrevido e sem-vergonha e de seu desejo de chocar o decoro.
Os Légba, guardiões dos templos de Hevioso, vodun do trovão, e de sapata, vodun equivalente a Sànpònná dos iorubás, manifestam-se através de légbasi, equivalentes a Olúpòna, durante as cerimônias celebradas para esse vodun. Os légbasi vestem-se com uma saia de ráfia tinturada de roxo e usam a tiracolo inúmeros colares de búzios. Debaixo da sua saia traz, disfarçado, um volumoso falo de madeira que levantam, de vez em quando, com mímicas eróticas. Além disso, têm na mão uma espécie de espanta-moscas, Roxo, semelhante a um espanador, no qual está escondido um bastão em forma de falo, que eles agitam, de maneira engraçada, na cara das pessoas presentes, particularmente sob o nariz dos turistas, pois os légbasi não deixam de observar seus sentimentos ambivalente diante dessas exibições.

Exu no Novo Mundo

No Brasil, como em Cuba, Exu foi sincretizado com o Diabo. Não inspira, porém, grande terror, pois sabe-se que, quando tratado convenientemente, ele trabalha para o bem.
Chamam-no, familiarmente, o "Compadre" ou o "Homem das Encruzilhadas", pois é nesses lugares que se depositam, de preferência, as oferendas que lhe são destinadas.
Poucas pessoas lhe são abertamente consagradas em razão desse suposto sincretismo com o Diabo. A tendência, logo que ele se manifesta, é de acalma-lo, de fixa-lo, oferecendo-lhe sacrifícios e procedendo à iniciação da pessoa interessada em proveito de seu irmão Ogum, com o qual Exu divide um caráter violento e arrebatado.
O lugar consagrado a Exu é, geralmente, ao ar livre ou no interior de uma pequena choupana isolada ou, ainda, atrás da porta da casa. É simbolizado por um tridente de ferro, plantado sobre um montículo de terra e, algumas vezes, por uma imagem, igualmente de ferr.


A segunda-feira é o dia da semana consagrado a ele. As pessoas que procuram a sua proteção usam colares de contas pretas e vermelhas. As oferendas, de animais e comida, como na áfrica, são-lhe apresentadas antes das dos outros orixás. 


Diz-se na Bahia que existem vinte e um Exus, segundo uns, e apenas sete, segundo outros. Alguns dos seus nomes podem passar por apelidos, outros parecem ser letras dos cânticos ou fórmulas de louvores. Eis alguns: Exu-Elegbá ou Exu-Elegbará e seus possíveis derivados: Exu-Bará ou Exu- Ibará, Exu-Alaketo, Exu-Laalu, Exu-Jeto, Exu-Akessan, Exu-Loná, Exu-Agbô, Exu-Larôye, Exu- Inan, Exu-Odora, Exu-Tiriri.
Assinalamos anteriormente que, antes de realizar o xirê dos orixás, faz-se, na Bahia, o Ipadê, palavra que significa em iorubá encontro ou reunião, durante a qual Exu é chamado, saudado, cumprimentado e enviado ao além com uma dupla intenção: convocar os outros deuses para a festa e, ao mesmo tempo, afastá-lo para que não perturbe a boa ordem da cerimônia com um dos seus golpes de mau gosto.

Arquétipo

O arquétipo de Exu é muito comum em nossa sociedade, onde proliferam pessoas com caráter ambivalente, ao mesmo tempo boas e más, porém com inclinação para a maldade, o desatino, a obscenidade, a depravação e a corrupção. Pessoas que têm a arte de inspirar confiança e dela abusar, mas que apresentam, em contrapartida, a faculdade de inteligente compreensão dos problemas dos outros e a de dar ponderados conselhos, com tanto mais zelo quanto maior a recompensa esperada. As cogitações intelectuais enganadoras e as intrigas políticas lhes convêm particularmente e são, para elas, garantias de sucesso na vida.



Vale ressaltar que o Esú Orisá, nada tem a ver com o Esù chamado de "catiço" mais comum nos terreiros de Umbanda mas também presente em roças de Candomblé, atendendo por nomes típicos e tratando-se de entidades com vida terrena passada e em missão de trabalhos e desenvolvimentos espirituais.

Jantar Àrabe

 Imperdível, No Buffet da Samia Assaf, uma cozinha indescritível e um show maravilhoso!

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Amizade.

De todas as flores que colhemos nos campos, a Amizade é o único sentimento que os ventos podem soprar, mas, suas pétalas jamais cairão.(Bia Cogan)


Emagrecendo


Faz tempo que não publico nada por aqui. Muita correria, cansaço e muitas mudanças.
Há quase um mês, decididamente fui à endocrinologista, pois realmente e definitivamente preciso recuperar meu peso anterior (anterior há oito anos detalhe!).
Sem disciplina física e principalmente mental, não se chega a lugar algum, e emagrecer é para mim, uma condição ou um fator emocional primeiramente.
Tenho que estar em paz no geral, com dinheiro, com saúde sem problemas nem estresse, com tempo para fazer todas as coisas que gosto, enfim fora da realidade.
Desta forma, consegui uma receita de sibutramina 15 mg, que na primeira semana me deu bem os efeitos colaterais que ninguém teve, com exceções: sede intensa, diarréia, enjôo, insônia, aceleração e muita mas muita disposição! Aproveitei para caminhar bastante na esteira!
Porém, aproveito essa fase para organizar as idéias, mudar velhos hábitos e fazer uma excelente e adequada RA (reeducação alimentar) comendo de três em três horas. Voltei a fazer Dança do Ventre algo que adoro demais e harmoniza mente e corpo.
É claro que não posso fugir da rotina diária de quem trabalha, tem mãe, marido, pets e cursos, mas posso mudar uma coisa aqui outra ali para me sentir melhor.
O bom disso tudo é que com remédio fica tudo mais fácil, e se você não aproveitar esse momento para fazer a RA, então perdeu tempo e dinheiro e o peso volta à jato!!!
Não passo fome, nem fico sem comer, mas cortei tudo o que é nocivo: açúcar, gordura, fritura, refrigerante, chocolate, massas, etc.
Qualquer dieta causa uma baixa no organismo, pelo menos no meu, e daí as unhas ficam fracas, o cabelo começa a cair - comigo isso sempre acontece. Portanto, para prevenir esses resultados indesejados, estou tomando um complexo vitamínico a base de zinco e o pill food, assim não tem jeito de cair a cara, o cabelo, a unha nem o bumbum (tem colágeno na fórmula). Basicamente à noite me alimento de frutas e shake de proteína (anti-queda muscular, as proteínas são um grande aliado neste caso).
E passei uma Páscoa tranqüila, sem comer kilos de chocolate, e em 15 dias já enxuguei 2,5kg o que considero ótimo. Dei uma aparada no cabelo e nas unhas para fortalecer, continuo usando o creminho Pro Unha entre outros, e  hoje estou com o Midnight Affair da Revlon na unhas.
Pelo menos o prazer de estar magra dura enquanto eu quiser, ao passo que de comer um doce ou um chocolate dura apenas minutos, mas os efeitos engordantes.....uma infinidade!

Orixá Ogun

A regra, seu maior prazer é pensar, para construir, pensar para evoluir, pensar para desenvolver. Ou seja, pensa e cria para todos. Orixa da tecnologia, do dinamismo, avanços na área da metalurgia com a criação de novas ligas que possibilitaram a criação de aeronaves, próteses e instrumentos médicos, novos métodos de diagnósticos, avanços na área da eletronica e etc. Tb é sabido q como seu irmão Oxossi, é um bom caçador, tb muito ligado a agricultura e sua fama de bom médico vem de muito nas suas terras de origem. Ogum é o polivalente e envereda por inúmeros caminhos com uma facilidade incrivel. Orixa de grande palavra, não faz trapaças e sua palavra vale a sua vida. Não pensa duas vezes para entrar em uma demanda para proteger uma pessoa q lhe é cara, não aceitando desistência com facilidade, vai até os últimos limites.
A sua parceria de grande sucesso com seu irmão Oxossi, faz dela uma dupla invencivel sobre todos os aspéctos e os sacerdotes que conseguiram dominar a arte de entender e usar isso em prol dos filhos, sempre proporcionam sucesso para todos que merecem.
Enquanto Ogun, Senhor dos Artefatos Metálicos; Oxaguiã, seria o Senhor dos Conhecimentos!.
Isto é: Enquanto Ogun forneceria a matéria-prima para tecnologia; Oxaguian forneceria a "propriamente dita" tecnologia, conhecimento!.
E assim, os dois caminhavam, ou melhor, caminham "lado a lado" dominando a matéria-prima e tornando-a "instrumentos" de desenvolvimento para a humanidade.
Feliz de quem o tem como amigo e protetor e é a tristeza na vida de alguém se Ogum lhe vira as costas.
Ninguém vive sem Ogun.

Só tenho a agradecer a esse maravilhoso Orixas, especialmente depois de ontem!
Mojuba adupè Baba mi Ogun.
Monatolacy.